PALAVRA DA TERRA

"O VERDADEIRO AMOR PERDOA SEMPRE, E RECOMEÇA, SEMPRE".




Sábado, Março 15, 2008




Helen Veras, Paulo Queiroz e Geandro Pantoja

"EU E MEUS MANOS. JUNTOS, VAMOS CONSTRUINDO A CULTURA"

Este post é dedicado aos meus manos, grandes "operários da cultura", incansáveis e destemidos. Aguerridos por sinal e "loucos" por natureza... Loucos pela louvação à alegria e à cultura. Juntos, eu e meus manos grudamos todo os dias, um por um, os tijolos que vão constituindo a formatação maravilhosa que assombra de admiração os olhos da Amazônia. Inaldo Medeiros, Helen Veras, Simão Assayag, Geandro Pantoja, Demétrius Haydos, Ronaldo Barbosa, Fed Góes, Paulinho Du Sagrado, e tantos outros manos, deste ou d'outro lado; longe, mas equidistantes, desde que nascemos pregamos os olhos na Amazônia e breiamos as nossas vidas na missão de fazer cultura. Poucas coisas nessa vida dão tanto prazer como a "práxis cultural".
Eu, assim como muitos manos, sou Garantido até o tucupi. Meu couro é vermelho, minha alma é encarnada e meus sentidos ventilam a vermelhidão que flui do meu coração para o meu boi. Outros muitos manos são caprichosamente, obcecadamente veneradores da arte azulada, e tal qual nós, os manos absolutamente garantidos, pelejam contra o lugar-comum, puxando o cabo-de-guerra do "mais-melhor", sem, entretanto, saber exatamente quem vence sozinho, se é que alguém vence sozinho. Ao final de tudo, lá no fundo do paneiro, todos ganhamos.
Manos, começaram os "bares do boi"... Começaram os "currais"... Como fazemos todos os anos, "vamo bombar" lá no Centro de Convenções. Temos muito a fazer antes da grande festa. A gente se vê.

Gloriosos abraços, e parabéns pela dedicação.




Quinta-feira, Março 13, 2008




"O PRAZER DE VENCER.... O PRAZER DE VIVER..."

"A Felicidade exige valentia... Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é o maior organismo do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo com elas, e tenho certeza disso porque hoje eu sou extremamente feliz... E isso é apenas o começo".

Fernando Pessoa




Quinta-feira, Março 06, 2008




"CANÇÃO DO LEVIATÃ"
(Paulo Queiroz)

É esse o gênero do amor do qual tanto te falo:
Arrebatador... sofrente... multifacetado.
Tão possuidor, e tanto... E não é brinquedo.
Jamais se rende, esse amor infalível...
É esse o gênero do amor que às vezes mata...
Às vezes monstro.

É esse o sentimento do qual tanto te falo:
Dói, doente, ardente... Que rói... corrói.
Que atrai... que trai... Que tanto...
Mas é e sempre será, o louco amor...
E que às vezes mata... Às vezes morre.
Às vezes monstro...

Amor de gozo inexplicável... de suores escorridos...
Que traz lágrimas copiosas... E será sempre o amor...
Que nem sempre é brinquedo... Às vezes monstro...
E que às vezes mata...
Previna-se desse amor... tanto amor...
Às vezes mata... às vezes monstro.




Sábado, Março 01, 2008




“ASSIM É FÁCIL SER BANDIDO”
(Paulo Queiroz)


Você já se imaginou como um criminoso? Já pensou sendo acusado de um crime grave que de fato tenha cometido? Agora, imagine se você pudesse escolher o agente que o investigaria e o acusaria. Já pensou se você, na condição de criminoso, pudesse realmente “comandar” aquele que irá investigá-lo? Lógico que isso é apenas uma hipotética proposição. Não seria admissível tal procedimento em relação a nós, os comuns, os “nada”, dentro do Ordenamento Jurídico Brasileiro.
Os criminosos pertencentes aos poderes públicos (todos três), ao contrário, no âmbito das investigações policiais designadas às apurações de seus delitos cada vez mais comuns, podem escolher, a dedo, e de modo livre, quem os investigue. Isso ocorre em todos os casos correlatos, onde o delegado de polícia, sendo um agente hierarquicamente inferior é o “escolhido” para “dirigir” a apuração de crimes praticados pelas autoridades; todas elas.
Os denominados “homens fortes” dos três poderes, aqueles que são os manda-chuvas, por força de ridicularidades legais, acabam por investigar a si próprios, supervisionando diretamente aqueles que apuram seus crimes. Não é “engraçado” isso (pra não dizer desgraçado)? Aí estamos rigorosamente diante de um “fenômeno policial” onde a gestão técnica e procedimental das investigações se transforma em modelo político de controle pelas próprias autoridades investigadas, transformando a capacidade estatal de punir em possibilidades latentes de impunidade, ferindo o princípio da imparcialidade e muitos outros.
Não consigo enxergar de jeito nenhum “força oficial” nos delegados que investigam crimes de seus comandantes. Quem se disporá ao “enfrentamento” de uma situação persecutória a seu superior hierárquico? Que delegado de polícia se submeteria à possibilidade de condenação de um homem-forte do Poder Executivo, por exemplo? Que delegado teria coragem de se submeter às perseguições que advêm da postura de um profissional que atua seriamente, combatendo as estruturas viciadas das polícias brasileiras?
A impunidade campeia de norte a sul, de leste a oeste do País, e essa característica da Justiça Brasileira é marcada, sobretudo, pelas estratégias de “esquecimento” que são empregadas nos inquéritos policiais (cujos indiciados são os “chefões” dos poderes). Os procedimentos se arrastam por uma centena de anos, por causa das “ordens que vêm de cima” determinando “migués” protelatórios e aprazamentos que alimentam ainda mais o esquecimento providencial da Autoridade Policial. Assim é fácil ser criminoso. Assim, investigando a mim mesmo, vou dar um tiro bem no meio da cara do meu desafeto.